8 livros feministas para entrar na lista de leitura

A Polítiapoliticasexualdacarneca Sexual Da Carne (2012)
Carol J. Adams
Ed. Alaúde

Feminista e vegan, Carol J. Adams levou 15 anos para escrever seu respeitado livro “A Política Sexual Da Carne”, que ganhou tradução para o português em 2012. O livro, lançado originalmente em 1990, é uma das principais publicações sobre o tema.

Uma teoria muito bem elaborada e embasada mostra, com riqueza de detalhes, a relação do sistema de dominância masculino e o hábito de consumir carne de animais e outras proteínas feminilizadas. A ativista explora também a distorção histórica da palavra feminista-vegetariana, além de outras relações de poder.

A autora tem outros trabalhos e é pioneira no ativismo feminista-vegetariano contemporâneo. Outra publicação, sem tradução para o português, responsável por relacionar a opressão animal e a feminina é “The Pornography Of Meat” (A Pornografia Da Carne), lançado em 2004, e “EcoFemism” (EcoFeminismo), de 1993.

Um Teto Todo Seu (2014)umtetotodoseu
Virginia Woolf
Ed. Tordesilhas
Publicado originalmente em 1929

Apesar das questões de gênero sempre estarem presentes em sua obra e de ter inspirado nomes importantes para o feminismo como Simone de Beauvoir, Virginia Woolf só passou a ser considerada uma escritora feminista recentemente.

Em uma matéria recente no Huffington Post US, Maddie Crum relembra que Virginia foi uma feminista progressista, reconhecida por questionar a falta de educação formal para as mulheres da época e por ter feito a associação da sociedade patriarcal e do militarismo.

Dois de seus escritos são considerados os mais importantes quando a temática é a mulher na sociedade: “Um Teto Todo Seu” e “Three Guineas” (sem tradução para o português). Para quem lê em inglês, a dica é comprar a publicação 2 em 1, que conta com os dois escritos.

A Cor Púrpura (2016)acorpurpurae
Alice Walker
Ed. José Olympio

Um clássico ganhador do Pulitzer, A Cor Púrpura foi originalmente lançado em 1982 e conta a história de Celie, uma garota de 14 anos abusada sexualmente pelo pai e obrigada a casar com o Sinhô. A história aborda o machismo, o patriarcado, a amizade, o amor e o desamor, as carências educacionais para as mulheres e tem o racismo como plano de fundo.

Em 1985, o livro ganhou um longa-metragem dirigido por Steven Spielberg, protagonizado por Whoopi Goldberg e roteiro escrito pela própria Alice Walker. Entre 2005 e 2008, A Cor Púrpura também contou com espetáculos na Broadway.

Walker editou também o livro “De Amor E Desespero”, uma obra composta por vários contos de diversas mulheres negras do sul dos Estados Unidos, onde é possível conhecer seus sonhos, temores, realidade e desafios.

Sejamos Todos Feministas (2015)todasfeministas
Chimamanda Ngozi Adichie
Ed. Companhia das Letras

Em 64 páginas, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie aborda questões de gênero e desigualdade com foco, principalmente, na sociedade africana. “Sejamos Todos Feministas” é inspirado no discurso de mesmo nome no TEDxEuston.

Vale conhecer também seu aclamado romance Americanah, cuja história mostra a vida de uma garota nigeriana que deixa sua terra natal para estudar nos EUA. Lá, ela enfrenta não só os problemas das questões de gênero, como também o racismo e as diferentes camadas de distinção racial. “Americanah examina a negritude nos EUA, Nigéria e Inglaterra, mas é também uma dissecação assertiva da experiência humana universal”, escreveu um crítico do The New York Times.

Quarto De Despejoquartodedespejo (2014)
Carolina Maria De Jesus
Ed. Ática

Em O Quarto De Despejo, Carolina Maria de Jesus conta, em forma de diário, seu dia a dia em uma favela brasileira. A mineira mudou-se para a comunidade do Canindé em 1937, onde construiu sua própria casa e coletava papelão para sustentar ela e a família.

Carolina teve três filhos, cada um de um pai, pois sempre preferiu se abster do matrimônio por conta dos relacionamentos abusivos que tinha presenciado. O Quarto De Despejo foi publicado originalmente em 1960 e traduzido para 13 idiomas e é considerado um dos marcos da escrita feminina no Brasil.

O Conto Da Aia (ocontodeaia2006)
Margaret Atwood
Ed. Rocco

Atwood tem diversas publicações, mas O Conto De Aia é a mais aclamada entre as leituras feministas. O romance explora dominação social, questões de gênero e raça através da história Offred (Aia), serva de um importante oficial e sua mulher.

A personagem é de uma classe de mulheres mantidas como concubinas para efeitos de reprodução por parte da classe dominante em uma era de nascimentos comprometida devido à esterilidade da população e doenças sexualmente transmissíveis.

Publicado em 1985, Atwood nos presenteia com um romance distópico que se passa em um futuro próximo em um país ficcional.

Os Lança-Coslancachamashamas (2014)
Rachel Kushner
Ed. Intrínseca

Rachel Kushner agitou a crítica – principalmente masculina – com seu aclamado livro Os Lança-Chamas. Como a própria autora explica ao New Yorker: “Questões das mulheres e seu lugar, o seu papel, sua agência, e sua força, raiva, timidez, e assim por diante são uma grande parte deste livro”.

A jornalista Lauren Miller levantou a questão sobre a escrita de Kushner ser implacável – tão implacável quanto a escrita masculina, o que fez parte dos críticos torcerem o nariz para a obra. “Os Lança-Chamas quebra os moldes, não só porque é escrito por uma mulher, mas também porque seu personagem central é uma mulher”.

Uma mulher audaciosa, cujo passado não sabemos e que navega entre Nova York e Itália nos anos 70 é a personagem principal, Reno, e através dela as diversas questões de gênero são abordadas.

Maya Aautobiografiaritmadangelou E A Autobiografia Ritmada De The Heart Of A Woman (2015)
Maya Angelou
Ed. Appris

Maya Angelou é americana e foi pioneira em quebrar diversas barreiras: se tornou a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco e foi a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood.

Maya Angelou e a Autobiografia Ritmada de The Heart of a Woman é escrito em primeira pessoa e rompe as barreiras entre academicismo e história pessoal. O livro traz uma sugestão de leitura em ritmos de música-prosa, típico de uma escritora-cantora-dançarina.

Fonte: http://www.modefica.com.br/8-livros-feministas-para-entrar-na-lista-de-leitura-do-ano/#.VzOHvNKrTIU

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