AMBULANTES DE SALVADOR PEDEM SOCORRO CONTRA AÇÃO REPRESSIVA DA PREFEITURA

No momento em que o país assiste estarrecido as propostas do governo golpista de Michel Temer de flexibilizar as relações trabalhistas, jogando milhões de trabalhadores na precarização, o Coletivo de Entidade Negras (CEN) recebeu na tarde de hoje, dia 2 de agosto de 2016, no escritório de sua sede nacional, um conjunto de cerca de 25 ambulantes, que estão sendo impedidos de trabalhar na estação de transbordo (terminal rodoviário) da Lapa, centro de Salvador.

Os trabalhadores relataram que após a privatização da Lapa estão sendo submetidos a uma rotina de perseguição e espancamentos por parte de policiais e seguranças que os impedem de exercer seu ofício diariamente. Essa rotina, segundo o ativista do CEN, Marcos Vinicius, Xarope MC, que há pouco tempo interveio quando um trabalhador era agredido, “o que temos hoje na Lapa se configura como ´prática de tortura, uma vez que o rapaz que ajudei estava sendo seguidamente esmurrado na boca por um policial”.

Marcos Rezende, Coordenador Geral do CEN encaminhou uma reunião ainda no dia de hoje com a Superintendente de Direitos Humanos do Estado da Bahia, Dra. Anhamona Brito, com todo o grupo. A partir desta reunião, Marcos propõe desdobramentos que levem até mesmo a uma medida judicial que devolva a esses trabalhadores o direito humano e constitucional ao trabalho.

Modernização/Higienização

Salvador vive nos dias atuais o mesmo fenômeno já vivido pelas grandes cidades do país, um processo de modernização baseado em um modelo de desenvolvimento excludente que impõe como regra que aqueles que não estejam no dentro do “padrão” estabelecido desta dita modernidade: os pretos e pobres. Daí, é fácil perceber o pano de fundo que norteia a ação repressora da prefeitura e outros orgãos do Estado àqueles mais precarizados na hierarquia das relações de trabalho, que são os ambulantes, em sua maioria pretos, em sua totalidade pobres.

As ações do governo de ACM Neto, à frente da prefeitura de Salvador têm se pautado em um processo de higienização do centro e das regiões nobres da cidade, onde a prática da repressão e da truculência têm sido a tônica.

Ao privilegiar a especulação imobiliária e aos grandes empresários, ACM Neto tem enviado sinais evidentes que aos mais pobres e excluídos só restam a arrumação de praças, e quando muito uma melhora na rua, visto que a saúde, a educação, o transporte público entre outros, não recebem do alcaide o mesmo tratamento dispensado aos seus aliados ricos.

Marcio Alexandre M. Gualberto
Coordenador de Comunicação
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