CEN realiza Encontro Estadual com coordenações de sete municípios baianos

O último final de semana foi de muita formação político-social para as coordenações municipais do Coletivo de Entidades Negras – CEN no estado da Bahia. Nos dias 24 e 25 de fevereiro, aconteceu o Encontro Estadual, onde além de debates sobre a atual situação da política do país, também foram debatidas as ações que o Coletivo deverá realizar nos próximos meses. O encontro contou com representantes de Salvador, Lauro de Freitas, Alagoinhas, Cruz das Almas, Inhambupe, Lençóis e Vitória da Conquista. Temas como feminicídio, atual política do país, homofobia dentro dos terreiros, e o Fórum Social Mundial estiveram presentes na pauta de reuniões.

Durante o primeiro momento do sábado (24), as lideranças se apresentaram fazendo um balanço sobre e as questões enfrentadas por suas respectivas coordenações. Um ponto importante durante a conversa foi o momento de fala da coordenadora do Núcleo da Mulher, Iraildes Andrade, que apresentou dados estatísticos que comprovam que o Brasil é o 5º país no ranking de feminicídio e Bahia é o 5º estado brasileiro nessa lista, uma coincidência negativa que necessita de muita luta para que se chegue ao fim. Ainda conforme os dados apresentados pela coordenadora, em 2017, o número de medidas protetivas já ultrapassa de 3.500, ou seja, mais de 3.500 mulheres estão correndo risco de vida.

Deputado estadual Bira Coroa. Foto: divulgação

O encontro também contou com a presença do deputado estadual Bira Coroa, onde junto aos demais, realizaram uma análise de conjuntura do país, em especial do cenário de golpe, no qual o Brasil vive nesse momento. Também foram discutidas formas estratégicas de conseguir se articular contra a burguesia, que organizou estrategicamente o golpe, no qual não apenas tirou Dilma Rousseff do seu cargo de direito, mas também todas as conquistas do povo negro e pobre dos últimos 15 anos.

Para Ricardo Andrade, coordenador de Comunicação do CEN, é importante fazer esta análise, que serve como base sustentativa para traçar quaisquer estratégias. “Nós vivemos num dos momentos mais dramáticos da nossa frágil democracia. O que está por vir ainda nem tem nome, e nós como movimento social temos a obrigação de antes de traçar estratégias devemos fazer uma leitura minuciosa do cenário que nos cerca. Como diziam os pescadores: não se mergulha de cabeça quando a maré está turba”, conta.

Já no domingo (25), após o debate sobre o atual cenário político do Brasil, as coordenações mais uma vez se reuniram, mas desta vez para elaborar um calendário de atividades que serão realizadas ao longo do ano de 2018. A ideia central foi organizar todos os projetos previstos para este ano, visando manter uma organização mais sistematizada. Na ocasião, o CEN também debateu sobre as suas ações para o Fórum Social Mundial, que acontece entre os dias 13 e 17 de março, em Salvador.

Foto: divulgação
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