Diálogos com homens e intervenção na Caminhada do Samba encerram o primeiro fim de semana da Campanha “A Mudança começa onde o silêncio termina”

 

A conscientização sobre os vários tipos de violência a que as mulheres são submetidas, foi a tônica das atividades deste fim de semana no âmbito dos 21 dias de enfrentamento à violência contra a mulher.

Uma ação promovida pelo Núcleo de Saúde do CEN sobre a saúde do homem no Centro de Saúde 7 de Abri, neste sábado, reuniu cerca de 100 pessoas, em sua maioria homens, possibilitou um diálogo sobre os vários tipos de violência que as mulheres sofrem cotidianamente.

lraildes Andrade, Coordenadora de Gênero do CEN fez essa abordagem onde discorreu sobre violência psicológica, assédio moral e violência patrimonial quando, ao se separar o homem permanece com a casa e com todos os bens, deixando a mulher totalmente desprovida de meios para sua manutenção.

“Só tenho a agradecer à parceria maravilhosa com o CEN e o Instituto AVON. Foi um sucesso e de grande valia para nossa comunidade, tivemos a palestra do Ativismo Contra a Violência da mulher, onde os mesmos puderam relatar fatos, tirar dúvidas, foram super participativos. O Sábado do Homem foi um evendo marcado com palestras, brindes, atendimentos entre outros.. Quero agradecer mais uma vez a todos envolvidos e os que fizeram parte, agradeço de coração”, afirmou Fabiana Ribeiro, gerente do Centro de Saúde.

Ladjane Armede, do Núcleo de Saúde do CEN também ressaltou a importância da atividade. “Foi uma ação importante, informou aos homens presentes aspectos que eles não conheciam da violência contra a mulher e, nesse sentido, pudemos ir além da discussão sobre a saúde do homem e essas informações foram muito bem recebidas por eles”, afirmou.

Sucesso na caminhada do Samba

Neste domingo a ação se deu na Caminhada do Samba, evento que reuniu cerca de 400 mil pessoas no centro de Salvador. O locutor do Alvorada, carro abre-alas, da caminhada falou da campanha:”Nós precisamos falar da violência contra a mulher, afinal a mudança começa quando o silêncio termina As mulheres sofrem várias ações cotidianas que não são vistas como violência, mas na verdade são. Quando um homem dá uma cantada vulgar,  chama a atenção do modo de vestir, chama de louca, diz que é mal comida, está, sim praticando um ato de violência contra a mulher” e chamou ao carro a jovem Carine Machado, do Núcleo de Juventude do CEN, que falou dos objetivos da campanha e pediu aos participantes que recebessem os panfletos que seriam distribuídos.

Durante a caminhada, sete jovens, usando mochilas-pirulito, chamaram a atenção do público presente enquanto distribuíam os panfletos para os presentes, ao invés de abordar as pessoas eram eles mesmos abordados por elas que perguntavam sobre os dizeres e pediam explicações. Chamou a atenção o fato de muitas pessoas não conhecerem outros tipos de violência contra a mulher além da física, demonstrando, assim, a necessidade de se massificar essas informações junto ao conjunto da sociedade.

Marcio Alexandre M. Gualberto
Coordenador Nacional de Política Institucional do CEN
Tel./Whats: 99919-2102

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