Projetos

LIVRO MULHERES DE AXÉ 

O livro foi escrito na Bahia, por Marcos Rezende, e ao chegar ao Piauí promove reflexão sobre a luta pela liberdade de expressão religiosa de 210 mães de Santo. O lançamento de Mulheres de Axé ocorre no próximo sábado (15), na Casa da Cultura de Teresina, a partir das 18h30.
“O livro valoriza como as mulheres em sociedade machista preconceituosa e marcada pela negação de tudo que pertence a cultura e religiosidade de matriz africana souberam perseverar e manter viva a fé, as tradições, as festas e os ritos”, conta o coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN), que organiza o evento, Heraldo Alabyodãn de Lissá.
O evento conta ainda com o apoio do Fórum Estadual de Religiões de Matriz Africana (Fermapi). No lançamento, a Companhia de Dança Luzia Amélia fará, ainda, a apresentação do espetáculo “Herança”.
“Esse é um instrumento para que as novas gerações saibam enfrentar situações semelhantes, para que as mulheres e crianças negras sintam orgulho da sua religião e se espelhem na história de vida dessas mulheres de axé que existem e ainda são pouco conhecidas”, disse o membro da organização.

INNPD

A Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas (INNPD) é uma articulação piloto de uma rede capaz de articular movimentos sociais negros, sociedade civil, organizações não governamentais, coletivos negros e intelectuais com atuações diversas na temática racial. Nossa missão é ampliar a discussão sobre política de drogas com centralidade na questão racial, dando visibilidade aos efeitos perversos dessa atual política sobre parcela significativa da população negra brasileira, sobretudo jovens.

Nesse sentido, a INNPD visa construir estratégias conjuntas de combate ao racismo institucional justificado na Guerra as Drogas por conta da ilegalidade da circulação de determinadas substâncias, que atinge o povo negro de forma majoritária tanto em sua letalidade, quanto no alto índice de encarceramento de homens e mulheres e na degradação de pessoas em situação de rua.

TERRA PRETA

A Rede Terra Preta de Sistemas Agroecológicos Integrados será implantada em doze terreiros de Candomblé, distribuídos por oito municípios da Bahia: Salvador, Cachoeira, Camaçari, Lauro de Freitas, Simões Filho, Itaparica, Santo Amaro e Terra Nova. Os terreiros de cada município receberão os SAI (Sistemas Agroecológicos Integrados), que serão compostos, cada um deles, por: um horto, para cultivo de espécies previamente selecionadas, e um galinheiro.

A escolha desses terreiros obedeceu critérios técnicos que dizem respeito principalmente à viabilidade hídrica (existência de rios, fontes ou poços em sua área) e ao potencial produtivo do terreno (ser plano, sem declive acentuado e com solo apropriado para o cultivo).

Todos os terreiros serão estimulados a cuidar de forma satisfatória do seu empreendimento, uma vez que cada um deles irá gerar um tipo de produto, e os participantes deverão auxiliar no planejamento das ações, buscando soluções para melhorar a qualidade da produção. Inicialmente será feita uma mobilização, por meio dos agentes comunitários, para incentivar nas comunidades uma cultura empreendedora, baseada nos princípios da economia solidária. Durante essa etapa os participantes serão incentivados a formar uma rede empreendedora para criar condições de comercialização competitivas.

REVISTA OROONI

 

 

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