“Que Dilma volte”, afirma Matheus Nachtergaele

 

Sob o título “Carta Sincera”, Matheus destaca que em 2014 não apoio Dilma durante a campanha por porque acreditava “que era importante alternar o poder e voltar a ter o PT como oposição e avaliando os acertos e erros do longo mandato”. Disse ainda que “para Dilma, o tipo de arranjo político do sistema, os meandros do poder, as negociatas e acordos, seriam impossíveis”.

“E isso é um elogio a ela. Eu estava certo. A Presidência do Brasil, para Dilma, foi impossível. Sem o carisma e a malícia, o ‘savoir faire’ dos antecessores, a mulher parecia apenas querer trabalhar. Trabalhava incessantemente e, eu acredito, de forma honesta e obstinada. Era para um Brasil sonhado, melhor, ela acreditava, para os mais humildes. Eu acreditava também. Sem tempo e disposição para os jantares e cafezinhos cochichados, as champanhas e as retóricas, foi se fechando, e de certa forma, ia ficando fraca politicamente e mais forte a meus olhos”, salientou.

E completa: “Neguei meu apoio oficial a ela por muitos e sinceros motivos, como disse. Mas não nego, agora, o beijo, o respeito, a admiração e o voto, mil vezes maior que o das urnas, de que Dilma volte a ocupar um cargo público importante se o impeachment, como parece iminente, acontecer. Sou só um artista, um brasileiro médio, e o fio da meada desse processo todo escapa muito à minha compreensão. Confio nas qualidades dela, em seu senso de justiça, em sua obstinação”.

Do Portal Vermelho

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