Revista Flor de Dendê é lançada em Salvador


A primeira edição da revista “Flor do Dendê” foi lançada com festa nesta terça-feira, 27, no Museu de Arqueologia da Ufba (MAE), na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, em Salvador. As jornalistas Cleidiana Ramos, Meire Oliveira, Susana Rebouças e a designer Ludmila Cunha, criadoras da revista, apresentaram o primeiro número ao público.

O projeto vai abordar aspectos dessas culturas que permeiam o litoral e sertões baianos em linguagem multimídia, ampliando a percepção do público sobre o estado. “Acreditamos que a Bahia tem uma diversidade étnica e, portanto, uma multiplicidade de culturas impressionante. Mas sabemos tão pouco e, às vezes, a visibilidade esgota-se no que acontece na capital e no recôncavo apenas”, afirma a jornalista Meire Oliveira, que também é repórter do A TARDE.

Na edição de estreia, a revista traz um conjunto de reportagens buscando desconstruir a ideia disseminada de que o orixá Exu é o mal personalizado. “Escolhemos começar por esse tema diante da injustiça que é feita a uma cultura extremamente rica e inclusiva como a de vários dos povos africanos que formam a estrutura da herança afro-brasileira. Percebemos o quanto temos que aprender com os mitos ligados a Exu, por exemplo, sobre equilíbrio, movimento e outras questões”, diz Cleidiana Ramos.

Multimídia

A revista “Flor do Dendê” é trimestral, mas possui um portal que se manterá atualizado com conteúdos diversificados como blogs, artigos, podcasts, vídeos e outras linguagens. “A gente já começa esse projeto de uma forma inteiramente digital, tanto para as questões ecológicas, quanto para conseguirmos mais dinamismo e interatividade, que é o que as redes nos proporcionam hoje”, explica Susana Rebouças.

A “Flor do Dendê” foi criada com a ajuda do público, através do site de crownfundings Vakinha e continua recebendo contribuições para os próximos números. Há brindes para quem faz doações de R$ 10 a mais de R$ 100. “Quando percebemos, as conversas deram origem a um projeto que a gente tem certeza que é viável, mas não tínhamos capital suficiente. A nossa saída seria adiar para um momento em que tivéssemos condições de investir no projeto ou tentar saídas alternativas como encarar a aventura de pedir a ajuda dos amigos e interessados no que a gente estava querendo oferecer”, conta Ludmila Cunha, designer e supervisora de diagramação do jornal A TARDE.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/noticias/1804706

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