Sobre a Alvorada dos Ojás…

E o dia amanheceu assim, mais lindo! Com o marca da identidade e sentimento de força, que ratifica a permanência das nossas lutas cotidianas, em prol de nossa gente.

Ao ofertarmos esse momento para a cidade, o que desejamos é que ela respire os ares dessa Alvorada e possa aproveitar, de maneira reflexiva, esse sentimento de paz, equilíbrio, cuidado, amor e respeito, que tanto cultuamos.

Esse é um presente dos Povos de Terreiros à sociedade, é um abraço de generosidade. O fazemos, não por ingenuidade a ponto de fecharmos os olhos a fim de escamotear e/ou nos enganar frente à tanta violência e ódio religioso que temos sofrido. Não, nunca faríamos isso.

No entanto, refletimos sobre quais tipos de pessoas e de sociedade tem coragem de silenciar, violentamente, frente à barbárie e desumanidade a que nós, os candomblecistas e umbandistas, temos sido sistematicamente expostos.

Cremos, sem hesitar, que essa luta, por uma sociedade mais justa, que verdadeiramente cumpra com os seus princípios constitucionais e com a garantia da tão propalada liberdade religiosa, é dever de toda a sociedade brasileira.

Somos sabedores de que a nossa religião existe há séculos, desde o princípio dos tempos e continuará existindo no infinito da existência de tudo que é visível e do invisível.

Não existe intolerância religiosa capaz de destruir o amor, e, a cada amanhecer, a natureza nos comprova isso.


 

Marcos Rezende
Coordenador Geral do Coletivo de Entidades Negras – CEN

 

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