Delação premiada inocenta Lula e é questionada por porcuradores da Lava Jato

Por Pareta Calderasch

Segundo matéria publicada hoje(01) na Folha de São Paulo, a negociação da delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS, foram travadas pelos porcuradores da Lava Jato após a sua delação confirmar a versão de Lula sobre as reformas no Triplex no Guarujá e no sítio em Atibaia por parte da OAS. Na delação de Pinheiro, ele diz que as obras feitas pela OAS nos dois locais foram não foram contrapartida a algo que a empresa tenha recebido por parte do governo Lula.

O empresário, que está condenado a 16 anos por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa,  iniciou a negociação da delação premiada em março e a não aceitação da delação pode dificultar a redução da sua pena. Os procuradores argumentam que com a delação ele procura preservar Lula, mas parece pouco provável que uma pessoa condenada a 16 anos iria perder a oportunidade de diminuir a sua pena para preservar um amigo.

Na narração, Pinheiro diz que Lula não teve participação nenhuma nas reformas e que a reforma do sítio em Atibaia foi solicitada por Paulo Okamotto, versão que também foi contada por Okamotto para a PF. Com respeito a reforma do Triplex, segundo Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou mais de um milhão na reforma, mas a família dele não se interessou pelo apartamento, segundo Pinheiro.

O posicionamento dos procuradores da Lava Jato em questionar a delação deixa Pinheiro em uma situação ainda mais complicada. Os procuradores decidiram que entre a OAS e Odebrecht vão fechar o acordo de delação premiada apenas com uma das duas e estão mais tendenciosos a fechar a delação com a Odebrecht. Pinheiro, que já ficou preso por seis meses, corre risco de voltar a cadeia, baseado na interpretação da lei feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro, decidindo que a prisão pode ser feita a partir da decisão de segunda instância.

 

 

 

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