Prédio do Ministério da Saúde é ocupado por melhorias no SUS e tem pedido de reintegração de posse

Por Pareta Calderasch

A sede do Ministério da Saúde, em Salvador, foi ocupada por profissionais da saúde, estudantes e professores, que lutam contra o risco de retrocessos no SUS durante o período do governo interino de Michel Temer. Faz parte da ocupação a Frente Brasil Popular e a Frente Brasil Sem Medo  e muitos outros movimentos sociais que apoiam a ocupação e se fazem presentes. O Coletivo de Entidades Negras está acompanhando de perto e participando dessa ação que atinge toda a população negra do país.

Credito: Renato Souza
Credito: Renato Souza

Para o militante Walter Takemoto, que faz parte da ocupação, a posse do governo interino de Michel Temer trouxe medidas prejudiciais para a saúde, ele diz que são”medidas que vão atingir duramente os interesses e as conquistas dos trabalhadores, no caso da saúde, as medidas que o golpista já apresentou representam o corte do orçamento que é destinado hoje por lei a saúde para que prefeitos e governadores possam remanejar recursos específicos do SUS para outros setores, destruindo uma conquista de décadas que é o Sistema Nacional de Saúde que atinge toda a população brasileira“.

Para Cherrie Almeida, diretora de saúde da CTB-BA a ocupação é vitoriosa “todos os estados precisam seguir esse exemplo, ocupar os espaços públicos, espaços que são nossos, para dizer bem alto que nós não vamos aceitar a situação que está aí” e complementa dizendo que “a privatização do SUS e o desmanche do SUS são coisas que nos afetam e nos direcionam a responsabilidade de assumir e mudar essa realidade

Os temores com respeito ao futuro da saúde vem das declarações de Ricardo Barros, Ministro da Saúde do governo interino de Michel Temer. Ele falou em entrevista a Folha que o Brasil não poderá sustentar direitos básicos como o acesso universal à saúde e que é recomendável que os cidadão tenham plano de saúde privado. O fato de o maior doador para a campanha de Ricardo Barros ter sido um sócio do Grupo Aliança, uma gigante de planos de saúde é um dos pontos principais de questionamento sobre sua declaração.

Crédito: Renato Souza
Crédito: Renato Souza

Sobre o pedido de reintegração de posse, Takemoto comenta que não receberam notificação alguma, mas que na segunda(30) algumas viaturas já circulavam o prédio e essa é uma atitude esperada de um governo golpista, mas que independente das medidas, vão continuar lutando contra as ações do governo ilegítimo. Informou-nos também que a maior parte dos funcionários do Ministério da Saúde apoiam a ocupação. No prédio estão funcionando os setores que atendem prazos legais ou funcionários que vão fazer perícias, a maior parte dos setores administrativos estão paralisados.

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